quarta-feira, 7 de outubro de 2015

PT x PSDB. O que as partes têm a dizer.


Fonte: banco de imagens Google com alterações.
O Brasil vive o ápice da dualidade política. De um lado, petistas, simpatizantes do PT - Partido dos Trabalhadores - e aliados; de outro, os anti-governo, peessedebistas (Partido da Social Democracia Brasileira) e adeptos. Mas sem “bate-bocas” infundados, qual é a opinião de cada grupo? As perguntas são as mesmas, as respostas, nem tanto.

O professor das redes Estadual e Municipal de São Paulo, o comunista (filiado ao PT), Odilei Tavares defende o governo. Em contrapartida, o bacharel em Direito e filiado ao PEN – Partido Ecológico Nacional, Rodrigo Takeo, apresenta a opinião contrária. As perguntas foram baseadas nos fatos apresentados pela mídia nacional, apoiados por pesquisas publicadas por órgãos oficiais e em questões relevantes discutidas principalmente nas redes sociais e julgadas pela jornalista.

Aparentemente, o Partido dos Trabalhadores atravessa uma crise iniciada pela operação Lava Jato. Qual sua opinião sobre isso?

Odilei Tavares: O Partido dos Trabalhadores tem como bandeira a ética e a defesa da Petrobrás, como a maior empresa brasileira. O que vem acontecendo no país são as investigações de corrupção que, desde a década de 90, com a lei de flexibilização criada pelo então presidente da república Fernando Henrique Cardoso, que com a mesma facilitou as formas de contratação de empresas. Desde esse período, vem ocorrendo corrupção na estatal. E o Partido dos Trabalhadores apoia toda e qualquer investigação para apurar os desmandos e punir os culpados pelos desfalques aos cofres públicos. Não obstante, foi no governo do Presidente Lula (PT) que acorreu o maior investimento em tecnologia na estatal, bem como a descoberta da camada do pré-sal, uma das maiores reservas de petróleo e gás do mundo, todos os recursos serão destinados para o financiamento da Educação e da Saúde.

Rodrigo Takeo: O Partido dos Trabalhadores atravessa uma crise não, o PT colocou o Brasil em crise profunda, em uma recessão jamais vista na história democrática do país. Se alguém não atravessa uma crise financeira, certamente esse alguém não é o Partido dos Trabalhadores, eles estão muito bem financeiramente, enquanto o seu povo, está jogado às minguas. A operação lava jato é apenas mais um item das enormes provas de corrupção que o referido partido possui. Os mensalões, o BNDES, o dinheiro emprestado a outros países, e diversos outros casos de operações policiais e jurídicas apontam certamente para a maior decepção da imensa maioria dos brasileiros. A oposição faz o que pode, mas tenho plena consciência que a oposição encabeçada pelo PSDB é muito pouco.

Você acha que a mídia nacional é tendenciosa quanto ao noticiamento da possível crise partidária no PT?

Odilei Tavares: Poderíamos inverter a pergunta: que interesse tem a mídia em criar uma crise no PT? Um partido que tirou mais de 50 milhões de pessoas que viviam abaixo da linha da miséria, construiu universidades, construiu o Minha Casa Minha Vida, Luz Para Todos, aumentou o emprego, valorizou o salário mínimo, criou o Ciências Sem Fronteiras, Mais Médicos, aumentou o número de estudante no programa ProUni, SISU, dentre outros.
Fizemos e vamos continuar fazendo pelo povo brasileiro. A crise que a mídia quer culpar o Partido dos Trabalhadores, é uma crise mundial, não é uma crise no PT. Vale ressaltar e lembrar a que interessa a mídia fazer esse desserviço em noticiar ou criar fatos na politica econômica e satanizar o PT? Quais são os interesses em criar um clima de barbárie no país, não estamos em período de eleições, que grupo na sociedade tem esse interesse? A mídia não tem sido imparcial, ela é tendenciosa, perdeu o rumo, perdeu o que é mais importante na sua essência. Ser um instrumento público, informar sobre os acontecimentos na política, lazer, saúde, educação, segurança, esporte e cultura. Esse deveria ser o objetivo da mídia brasileira: transmitir informação e por questões éticas, ser imparcial e buscar apurar os fatos de todos os lados. Mas atualmente, os fatos vêm sendo omitidos em função de partidos políticos que não reconhecem os resultados das urnas e também de setores privados. A mídia não pode servir como inquisitória, fazer o papel da justiça ou julgar sem antes ter concluído todos os inquéritos, respeitar o estado de direito.

Rodrigo Takeo: Essa é a desculpa de quando fazemos algo errado, temos o costume de jogar essa culpa nos outros. A mídia nada mais faz do que reproduzir as malfeitorias desse governo inerte. Ou a mídia que inventou milhares de reais em uma cueca de um deputado do PT? A mídia que prendeu José Genoíno e José Dirceu? A mídia que fez o dólar saltar para acima dos R$4? A mídia que colocou 39 ministérios em um país de 3º mundo? A mídia que fez as pedaladas fiscais? A mídia que tirou o direito dos trabalhadores? A mídia que tirou o direito das viúvas? A mídia que aumentou escandalosamente os impostos? A mídia que praticamente extinguiu o FIES? A mídia que obrigou o senhor Stédile (presidente do MST, braço direito do PT), a convocar o exército para ir brigar nas ruas? Alguns reclamam tanto da mídia, em especial a Rede Globo de televisão, mas os próprios petistas pagaram, só de propaganda para a globo, seis bilhões e 200 milhões de reais nos doze anos de governo desse partido político. Ou seja, quando convém a mídia é paga, quando não convém é criticada, um absurdo. Acaba de sair a notícia de que a presidente e o PT, liberou 4 bilhões para os clubes de futebol, para serem parcelados em 20 anos, é absurdo atrás de absurdo, Não adianta, se você for dono de um hospital, de uma universidade, de um laboratório médico, de um asilo, de um pronto socorro, de uma instituição de caridade. Não adianta mandar seu pedido de parcelamento de dívidas com o governo. Ou pedido de desconto. Se não pagar, seu estabelecimento será fechado. E você será processado, podendo ser até preso.

Em última pesquisa realizada pela CNT MDA Pesquisas, a presidenta Dilma Roussef aparece com menos de 9% de popularidade, quais fatores você acha que levaram a esta queda, sendo que o governo afirma que é o maior interessado nas investigações de corrupção envolvendo a estatal Petrobrás? (Agosto)

Odilei Tavares: São vários fatores, um deles a economia, pois o mundo esta vivenciando uma grande crise, e o Brasil que faz parte desse contexto não poderia ser diferente, pois somos a sétima economia mundial, e o governo tem que ter responsabilidade e tomar decisões impopulares, para recuperar a produção e, assim, o crescimento. Mas apostamos no Brasil, pois é um país grande, forte e tem todas as condições de passar a crise e voltar a crescer. Brasil crescendo, voltando a confiança de investidores o governo melhorará e voltará ter boas popularidades. Em relação à corrupção ela não nasceu com o PT, e estamos trabalhando para criar mecanismo de apuração e não deixar que os culpados não sejam punidos, mas que garanta ampla defesa assegurada pela Carta Magna: a Constituição Federal.

Rodrigo Takeo: Esta queda, nada mais representa que a insatisfação geral do povo brasileiro. O plano de governo petista, antes das eleições,  era uma maravilha de fato, eu mesmo pensava: será que eu estou morando em um mundo diferente da presidente? Pois, pelo discurso o brasil estava uma maravilha, sem inflação, com o dólar controlado, sem aumento de impostos, sem desemprego alarmante, que acaba de bater o recorde, sem as grandes e pequenas empresas passando por dificuldades jamais vistas nesse pais. Tiveram a capacidade de abaixar, na época da eleição, o valor da energia elétrica, pensando somente na eleição; depois das eleições a surpresa desagradável foi a frustração e o sentimento de que fomos enganados. Os tais 9% de aprovação desse governo Dilma é muito ainda, um governo fraco, sem pulso, que vive às custas do PMDB (acabam de dar mais ministérios ao partido somente para acabar com o risco de um provável impedimento da presidente). Vou ser bem sincero, fui filiado ao PCdoB por 10 anos (partido fiel ao PT), fui presidente da UJS (União da Juventude Socialista) de Ilha Solteira por 4 anos; e,  infelizmente, antes do poder eu lutava e brigava a favor do PT, o problema foi depois que ganham o poder, não souberam administrar o país, os escândalos estão por todos os noticiários, muitas pessoas lutaram bravamente, perderam suas vidas, tiveram seus corpos derramados de sangue na ditadura, pensando justamente em um país com menos corrupção, mas no final, infelizmente, os mandatários do partido, são os acusados judicialmente de serem os mais corruptos da história brasileira. É uma conta tão simples, mas não souberam. Não se gasta mais do que se arrecada, mas, fizeram exatamente ao contrário, gastaram demasiadamente para fins eleitorais e agora a conta está para o povo pagar.

Você acha que a ascensão dos protestos por meio de redes sociais levaram a população a protestos infundados?

Odilei Tavares: O Partido dos Trabalhadores é fruto dos Movimentos Sociais, Sindicais e respeitamos os protestos, desde que sejam propositivos, respeitando o estado de direito. Os movimentos são legítimos, nós somos do movimento das Diretas já, contra o militarismo. As bandeiras de educação, saúde, transporte, cultura de qualidade sempre foi às ruas, são reivindicações historicamente dos movimentos populares e de esquerda. Somos contra o golpe. Agora é fato que alguns meios de redes sociais estão a serviço da confusão, do golpe, da instabilidade social, para confundir. Muitos colam e copiam, nem sabem, nem leem o que postam simplesmente reproduz a ideia da mídia dominante, que apenas serve a um senhor e contra a democracia.

Rodrigo Takeo: Os protestos em redes sociais, nada mais são que o pensamento das pessoas, ninguém é ingênuo, e ninguém é menos inteligente que os petistas. É o pensamento da esmagadora maioria do povo brasileiro, a indecência chegou a um ponto insustentável, não é possível que 93% da população esteja errada, e os 7% certos. Se procurarmos na pagina do Google o discurso da atual presidente antes e depois das eleições, percebe-se claramente as mentiras que foram prometidas ao nosso povo brasileiro. Os protestos são os maiores já vistos na história do Brasil pós ditadura militar, muito maior que o da era Collor, inclusive, na era Collor os petistas encabeçaram o movimento Fora Collor como um ato de protesto e democracia, e hoje, as mesmas pessoas dizem ser antidemocrático e chamam as manifestações de golpe. É uma vergonha. Um país de 3º mundo, que tinha tudo pra ser de ponta, devido aos bilhões que arrecadam de impostos, mesmo assim, conseguiram deixa-lo em uma situação dificilmente reversível nos próximos anos, e quem sofre com isso? Simplesmente, o povo.

Segundo sua visão, qual você acha que o futuro do partido nas eleições para presidente em 2018?

Odilei Tavares: O Partido dos Trabalhadores é um dos maiores partido do país, o povo confia no PT. O povo brasileiro sabe diferenciar uma crise econômica mundial, que vai passar. A população brasileira já experimentou o jeito petista de governar, de realizar as políticas públicas para maioria dos brasileiros. Não querem retroceder na história. Fizemos muito pelo povo brasileiro. As eleições de 2016 serão um marco na história do PT, não será a primeira nem a ultima. O nosso passado de lutas nos garantirá um futuro em que somente o povo, através do voto, o maior instrumento da democracia, poderá nos mostrar o nosso caminho e daí sim, trilhar nosso futuro com o que é mais importante: um futuro junto com os brasileiros.

Rodrigo Takeo: Um sonho pessoal meu, era que Jair Bolsonaro se tornasse presidente do Brasil, sei que é praticamente impossível, mas esse homem iria colocar decência e ordem na casa. Ganhar do PT e do Lula é muito difícil, por mais que a popularidade de Dilma seja menor que a inflação, ainda assim, o PT tem muito dinheiro nos cofres para torrar em campanhas, além de como costumeiramente jogarem de maneira desleal, ao enganar o povo. Antes das eleições eles têm a solução para tudo, depois das eleições eles são os problemas do povo trabalhador e honesto.

Rodrigo Takeo (arquivo pessoal)
Odilei Tavares (arquivo pessoal)


sexta-feira, 31 de julho de 2015

“O que eu odeio em Castilho”: liberdade de expressão com ressalvas.



Imagem: banco de imagens Google

Moderadora do grupo opinativo “O que eu odeio em Castilho” esclarece os objetivos da comunidade. E sob olhar da lei, advogada define a Liberdade de Expressão na internet.

O direito de opinar é garantido na Constituição de 1988. Deste período até os dias de hoje as comunidades vêm buscando maneiras para se fazerem cumprir seus direitos enquanto cidadãos livres. Neste contexto, em Castilho, o grupo na rede social Facebook: “O que eu odeio em Castilho” representa algumas das indignações comuns e que, segundo sua moderadora, Joice Tatiane, opina em esferas que afetem direta ou indiretamente a população da cidade.

Natália Nogueira (JI) – Com qual objetivo o grupo foi criado?

Joice Tatiane (OOEC) – O Grupo foi criado com o objetivo de expormos nossas indignações com fatos abusivos que ocorrem em nossa cidade e de unirmos forças para tentarmos mudar estes desmandos.

Natália Nogueira (JI) - O que você acredita que tenha mudado na cidade com esses posts e críticas expostas no grupo?

Joice Tatiane (OOEC) - As pessoas, mesmo as que não participam ativamente, têm voltado sua atenção para as denúncias que são feitas e os assuntos tratados. Deste modo, muitas coisas, principalmente na esfera da política, que foram feitas para não virem à tona, acabaram virando assunto e tema de mobilização em meio à população. Um dos fatos que podemos citar foi a revogação do "direito" ao vale alimentação dos vereadores da cidade.

Natália Nogueira (JI) – Em sua opinião, como as pessoas devem se portar em grupos como esse sem agredirem ou serem agredidas legalmente?

Joice Tatiane (OOEC) - Nosso Grupo tem um objetivo claramente definido e quem não compartilhar dos interesses coletivos não tem porque ser um membro. Como moderadora tento manter a imparcialidade (mesmo me dando o direito de ter e expressar minha opinião enquanto membro) e vetar o que não esteja de acordo com nosso proposto.

A advogada Mariana Do Val Muller, da cidade de São José do Rio Preto, nos concedeu algumas respostas acerca dos direitos legais da liberdade de expressão em especial, na internet, de maneira geral.

Natália Nogueira (JI) - Quais são as leis que garantem a liberdade de expressão? E na internet?

Mariana Müller (Adv.) - O direito de opinar, de manifestar livremente seu pensamento e não ser penalizado por isto parece ser algo óbvio, principalmente para juventude que cresceu no Brasil pós-Constituição Federal de 1988, porém convém lembrar que antes desta, o país era governado em regime ditatorial e as principais leis eram Atos Institucionais, os famosos AI, expedidos pelos chefes do Poder Executivos. Sem entrar em maiores detalhes jurídicos sobre o período de ditadura, convém ressaltar que a liberdade de expressão é um direito recém adquirido no Brasil. O artigo 5º, inciso IV da CF/88 assegurou a liberdade de expressão do pensamento com o seguinte texto: “é livre a manifestação do pensamento sendo vedado o anonimato”, também no texto do artigo 5º inciso V que diz “ é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além de indenização por dano material, moral e à imagem”. A liberdade de expressão é um direito individual fundamental assim como os demais elencados no artigo 5º. 
A internet funciona como um novo meio atuando de forma positiva, dando possibilidade a uma infinidade de pessoas que até não tinham voz se manifestarem e serem ouvidas, no entanto, também é palco de abusos. Por fim, é interessante salientar que ocupam cargos públicos têm seu direito de privacidade tutelado de forma mais branda, pois o controle do poder governamental e a prevenção ampliam o grau legítimo de ingerência na esfera pessoal da conduta dos agentes públicos.


Natália Nogueira (JI) - Em quais casos uma pessoa que se sinta atingida por comentários online pode requerer seus direitos?

Mariana Müller (Adv.) - Toda vez que houver crimes honra como calúnia que em rápida síntese é imputar falsamente a alguém fato definido como crime, difamação que também em apertada síntese é levar fato ofensivo a conhecimento de terceiro. Como exemplo, temos o caso da jornalista da Rede Globo Maria Júlia Coutinho que ganhou bastante popularidade por se tratar justamente deste assunto. Ao que tudo indica, a jornalista foi vítima de injuria racial (que é diferente de racismo) propalada via internet. Muitas pessoas se sentem seguras por um falso anonimato e saem digitando ofensas e inverdades. Cumpre salientar que é possível rastrear a autoria da mensagem através de um recurso de informática. Em grandes cidades, a polícia civil já possui delegacias especializadas em crimes cometidos por meios eletrônicos.

Natália Nogueira (JI) - Como os participantes de redes sociais devem se portar ao fazer uma crítica a órgão público ou privado sem atingir os direitos dos referidos?


Mariana Müller (Adv.) - Como eu disse anteriormente, as pessoas que ocupam cargos públicos têm o direito da personalidade tutelado de forma mais branda  o direito ao acesso à informação, a proibição da censura e o próprio interesse público tornam legitima a ingerência na esfera pessoal da conduta dos agentes públicos. No entanto, na maioria das vezes equilibrar a gerência de direitos fundamentais não é uma tarefa muito fácil, principalmente se estamos diante de direitos  importantíssimos como os da personalidade e o da liberdade de expressão. A liberdade de expressão é um dos pilares que sustenta a democracia brasileira. Toda a atuação pública, salvo algumas exceções é pautada pelo princípio da publicidade, pois só assim será possível ao povo controlar a ação dos agentes públicos que praticam atos eu seu nome. O artigo 5 º inciso XXXIII garante o acesso a informação e o artigo 5º IV e V garantem a liberdade de opinião que pode ser desfavorável, sob pena de retrocedermos a época da censura. Não há nenhum problema em criticar determinado governo, determinada medida, o problema é quando tais críticas saem da esfera pública/interesse público e passam a ser de âmbito privado. Daí, não temos mais o agente público e sim, ofensa particulares. Fora este caso, os agentes públicos são sim mais expostos à opinião pública e devem aceitar isto com normalidade, afinal de contas, a liberdade de expressão e a diversidade de opinião é um dos pilares da democracia. 

Joice Tatiane (acervo pessoal)





Mariana Do Val Müller (acervo pessoal)

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Castilhense mostra como se adapta a "afunilamento" de mercado e atrai novos clientes

LoucaAção (acervo pessoal Miguel Luques)

No ano de completar o vigésimo aniversário de sua locadora de vídeos, Miguel Luques explica como este mercado está se tornando cada vez mais específico e mostra que agregar mais serviços diferenciados é solução para resgatar clientes.
Segundo o empreendedor castilhense, o mercado de locadoras de vídeos nos anos 90, em relação aos dias de hoje era fraco em oferta de qualidade e com poucas opções de gêneros.

“As produções que chegavam a nossa cidade eram modestas e a variedade era limitada. Bang-bang e ação foram o auge sob a participação de atores conhecidos, como Charles Bronson em “Desejo de matar”, lembrou. Outro ponto destacado, é a demora para que os filmes chegassem à loja para locação.
“Hoje, o cliente tem a opção de garantir a qualidade do que leva pra casa. Os full hd dos blurays e blu-rays 3D, ou mesmo os DVDs em HD conferem a certeza de que detalhes de imagem e som não serão perdidos, como acontece com produtos piratas e filmes apresentados pela TV, disse.
A queda do ramo é reconhecida por Miguel, mas, segundo sua percepção, não é um mercado que deve desaparecer. “A renovação tecnológica é constante e os clientes que entendem de qualidade de vídeo investem e prezam por ela sendo exigentes e reconhecendo a diferença entre pirataria e produtos originais”, reafirmou.
Desde o início seu objetivo era trazer algo diferenciado à cidade. “Percebi que era possível um novo grupo de clientes trazendo qualidade e variedade e, como sou amante do cinema desde criança, uni o útil ao agradável.  Aprendi com meu pai, Manoel Eleotério, como lidar com o público e a arte do comércio.
Cine Palace Castilho (acervo pessoal Miguel Luques)

Adotando um novo mercado
Além da loja de locação de filmes, Miguel acrescentou um novo projeto para oferecer mais serviços aos seus clientes. “Há um tempo, percebi que poderia agregar mais diferenciais de serviços. Investi no ramo culinário que é algo que sempre gostei. Assim, os clientes já fidelizados têm a opção de levar pra casa pratos de diversas culturas e nacionalidades. Novos clientes também estão gostando da ideia e juntando o entretenimento com a gastronomia”.
Uma prova de que o ramo de locadoras de vídeo sofreu declínio desde a popularização dos canais de TV pagos, pirataria e a disponibilidade da internet e seus aplicativos como forma de entretenimento, é a queda que numa soma de cinco anos chegou a margem de 50% do fluxo, segundo o empreendedor, em Castilho.
Sua dica para driblar o afunilamento do mercado é justamente agregar novos serviços e produtos no mesmo lugar sem perder suas características iniciais. “Desde o início prezo pela qualidade no atendimento e dos produtos que ofereço. O diferencial é o que mantém o negócio firme e, claro, o bom atendimento e conhecimento na área”, finalizou.

Todas as imagens são do acervo pessoal de Miguel Luques.
O contato para encomendas e informações é realizado via Facebook https://www.facebook.com/miguel.luques1 , pelo telefone (18)9 9107 5207, ou direto na loja: Rua Osório Junqueira, 421.



domingo, 19 de julho de 2015

O início

Nosso intuito é quebrar paradigmas; nossa vontade é levar às pessoas muito mais do que informação, mas parte da história que construímos a cada dia. Mais que participar, queremos interagir com o mundo, incluindo o seu espaço como parte da nossa era, a era da informação.